A área de Tecnologia da Informação está passando por um período bastante complicado. Apesar de ter um crescimento estimado em 10% ao ano na próxima década, o setor sofre por falta de profissionais qualificados.
Os cursos de Sistemas de Informação e Ciências da Computação estão com as salas cada vez mais vazias, o que reflete uma procura cada vez menor por cursos de especialização, mestrado e doutorado, gerando um círculo vicioso, pois assim faltam também professores qualificados para ministrar os cursos, contribuindo finalmente para o desinteresse dos alunos pelo setor.
Essa realidade nós percebemos no dia-a-dia. Está cada vez mais difícil encontrar profissionais que tenham um mínimo de capacidade para executar as tarefas mais básicas na área de TI (programação, análise de sistemas, etc), e quando esses profissionais são encontrados, após um certo período geralmente acabam indo trabalhar em outras empresas por um salário mais alto. Outros simplesmente abandonam a área, optando por profissões menos estressantes.
Assim, percebemos que existem muitos profissionais de TI no mercado, mas que na verdade possuem pouco conhecimento na área. Geralmente são aqueles carinhas mais espertos (leia-se ‘nerds’) e que sabem fazer um site, alguma coisa de programação, de design ou de tecnologia de redes. Há também os verdadeiros experts na área, que dominam sistemas operacionais, falam em linguagem de algoritmo, se divertem escovando bits, adoram ler livros em javanês sobre protocolos seriais e respiram lógica de programação. Porém, há um grande hiato entre esses dois profissionais, e é justamente isso que falta ao mercado: alguém que saiba um pouco mais do que o básico, mas que não tenha necessariamente pós-doutorado em sistemas de informação ou ciências da computação. E, de preferência, que também tenha vida social de verdade, humana, aqui fora do Second Life.
Taí a dica: Quer ganhar dinheiro? Gosta de lidar com computadores? Faça um curso superior na área de TI. Se especialize e se torne realmente bom nisso. Não é fácil, é estressante, exige muito estudo e atualização constante, mas a tendência óbvia é que os salários sejam cada vez mais altos, e emprego não falta nunca. Pelo menos para os bons profissionais, aqueles que se esforçam para alcançar um pouco mais do que o óbvio.